quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Suméria
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Biblioteca de Alexandria

Direitos Cuneiformes
Direitos Cuneiformes: Conjunto de sistemas jurídicos dos povos do próximo oriente, de períodos e regiões diferentes.
· Muito mal conhecida.
· Momento alto se dá na época de Hamurábi.
· Regime de coletivismo teocrático (assembléias de sacerdotes).
· Leis sem abstração suficiente para o estudo do Direito.
Os “códigos” dos direitos cuneiformes: recolhas de textos jurídicos e ensinamentos indicando caminho aos juízes.
“Hamurábi, rei do Direito, sou eu a quem Samas ofewreceu as leis”.
O Direito na época de Hamurábi: sistema jurídico desenvolvido, sobretudo no direito privado e contratos. Desenvolvimento avançado da economia. Poder paternal e direito penal severo
Os Direitos dos povos sem escrita

Os Direitos dos povos sem escrita:
· Não há muitas informações concretas.
· Instituições civis: casamento, propriedade, doação.
· Os direitos dos povos que ainda hoje não possuem escrita são corrompidos pela in fluência de outros povos, principalmente pelo contato com o direito europeu no período da colonização.
· Dos direitos arcaicos se sabe muito pouco, visto que não são escritos nem revelados pelos estudos arqueológicos.
Características:
· regras abstratas e limitadas
· direitos numerosos e de extensão variável.
· Diversificados
· Fortemente impregnado de religião (pelo temos constante dos poderes sobrenaturais) e irracional.
· Não há distinção clara entre o que é jurídico e o que não é.
· O Direito servia para a manutenção do status quo social e não individual.
A passagem do comportamento inconsciente para o comportamento refletido marca a passagem do pré-direito para o direito.
Fontes de Direito:
· Costume, tradição. Obediência ao costume assegurada pelo temor aos poderes sobrenaturais.
· Direitos enunciados pelos chefes dos grupos sociais.
· Precedente judiciário é considerado também uma fonte. Pode ser dado pelo mesmo chefe que enuncia o direito.
· Provérbios e adágios expressam o costume e influenciam o direito.
Direito no Egito Antigo
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
História do Carnaval
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Um naufrágio esquecido
Por todos os mares e oceanos do mundo, vários navios de passageiros, também conhecidos como "Liners", foram a pique, mexendo com a imaginação das pessoas e sendo usados como pano de fundo para produções cinematográficas. Para incrementar essas estórias que são levadas ao público em todas as partes do mundo, são criados fatos fictícios e romances; mas um aspecto é real : suas vítimas. Milhares de pessoas morreram em desastres no mar e, muito provavelmente devido ao filme, o Titanic é tratado como o maior desastre marítimo do mundo, com 1.500 mortos. Infelizmente, esse não é o maior desastre marítimo do mundo. Esse terrível título pertence ao Wilhelm Gustloff , um navio alemão torpedeado por um submarino russo em 1945. Essa agressão cruel provocou a morte de mais de 6.000 pessoas!
O que ocorreu na época, foi bastante diferente da versão oficial, como poderão ver abaixo.
No primeiro dia de competições, 02/08/1936, Hitler cumprimentou pessoalmente o atleta Hans Woellke, primeiro atleta alemão a receber a medalha olímpica de ouro desde 1896. Durante o resto do dia, Hitler cumprimentou e felicitou em uma sala VIP os outros atletas, alemães e não alemães.Esta notícia foi também publicada no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, no dia 05/08/1936, cujo texto foi "Hitler assistiu parte das provas no Estádio, fez-se apresentar aos vencedores das provas que acabara de assistir da Tribuna do Governo. Felicitou pessoalmente a Srta. Fleischer, da Alemanha, pela primeira vitória no arremesso de dardo. O Diretor de Esportes, Von Tschaumer Osten, apresentou também as Srtas. Krüger, da Alemanha, 2ª colocada e Knasniewska, da Polônia, 3ª colocada. Algum tempo depois os três finlandeses dos 10.000 metros, o alemão Woellke, 1º colocado no arremesso de peso, o finlandês Baerlunde, 2º colocado e o alemão Stoeck, 3º colocado, também foram apresentados a Hitler."Antes de se retirar do estádio, porém, o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o Sr. Baillet-Latour, comunicou a Hitler de que ele havia quebrado o protocolo olímpico ao recepcionar e cumprimentar pessoalmente os vencedores das provas. Hitler pediu desculpas e afirmou que não mais o faria, até o fim dos jogos Olímpicos. Isso ocorreu no momento entrega da medalha ao atleta Cornélius Johnson, também americano, e não Jesse Owens.
A partir deste momento até o fim dos jogos olímpicos, Hitler não cumprimentou mais nenhum atleta, tanto alemão, quanto não alemão. Os cumprimentos de Hitler no dia 02/08/1936 foram os únicos cumprimentos públicos de Hitler por ocasião das Olimpíadas.Este acontecimento foi amplamente divulgado inclusive pelo Sr. K. C. Duncan, Secretário Geral da Associação Olímpica Britânica, membro do COI.O atleta Jesse Owens, após a conquista das quatro medalhas de ouro e igualando o recorde mundial dos 100 metros rasos e quebrando os recordes de salto em distância, 200 metros rasos e revezamento 4x100 metros, ficou tão popular na Alemanha, que praticamente ficou impossibilitado de sair da vila olímpica, devido à enorme quantidade de pessoas que queriam seu autógrafo. Chegou a pedir ajuda a outro atleta negro, Herb Fleming, para ajudá-lo a autografar.Concluída a Olimpíada, o governo alemão proporcionou a Jesse Owens e mais alguns atletas americanos uma exibição na cidade de Colônia.
Parece ironia, mas Jesse Owens, ao retornar aos EUA, não foi recebido com nenhuma honra, como é costume aos vencedores dos jogos olímpicos.Na verdade, o presidente americano na época, Franklin D. Roosevelt, estava envolvido na eleição e, preocupado com os votos dos estados do sul, cujo histórico de segregação racial e manifestações violentas de racismo é notório, se recusou a recebê-lo na Casa Branca. Não se sabe por que motivo também, o atleta Jesse Owens desistiu de sua carreira no atletismo e se tornou um regente de um grupo musical e nunca mais competiu.
Após a vitória dos 100 metros rasos, em 03/08/36, Jesse Owens falou que "é difícil imaginar como me sinto feliz. Pareceu-me de um momento para outro que, quando corria, possuía asas. Todo o estádio apresentava um aspecto tão festivo que me contagiei e foi com mais alegria que corri, parecendo que havia perdido o peso do meu corpo. O entusiasmo esportivo dos espectadores alemães me causou profunda impressão, especialmente a atitude cavalheiresca da assistência. Podem dizer a todos que agradecemos a hospitalidade germânica." (Jornal Correio do Povo, de 04/08/36).Na sua biografia, publicada nos EUA em 1970, Jesse Owens diz o seguinte: "Quando eu passei pelo Chanceler (Hitler), ele se levantou, acenou para mim e eu acenei de volta. Eu acho que os escritores mostraram má vontade ao criticar o homem da vez da Alemanha".
A história conhecida por todos nos mostra que Jesse Owens teria derrubado o "mito ariano", ao conseguir as quatro medalhas de ouro, mas nunca nos é noticiado um dado imprescindível, que derruba essa história: quem realmente ganhou as Olimpíadas de 1936.Coincidência ou não, nunca foi publicado, pelos grandes meios de comunicação e por ocasião do ressurgimento recorrente desta notícia, o quadro de honra, com as medalhas por países.Em nenhuma reportagem aparece quem ganhou as Olímpiadas de 1936 e nem é mostrado o quadro de medalhas.Analisando os fatos mencionados nesse texto, fica evidente, de forma muito clara, que o que se conta a respeito do ocorrido nas Olimpíadas de 1936 não passa de uma distorção completamente falsa e proposital.Resta provado, através de publicações da época, que Hitler não se recusou a cumprimentar Jesse Owens e que o fato de ele não ter parabenizado mais nenhum atleta olímpico se deve à uma solicitação do próprio COI, que nunca se pronunciou a respeito do ocorrido.Quanto ao fato de Jesse Owens ter sido negligenciado pelo simples fato de ser negro, também a alegação é falsa, como pode ser observado pelas próprias alegações do atleta e pelo fato de ter sido promovida a apresentação dentro da Alemanha, por conta do governo alemão, de sua equipe.Sabemos o motivo de se pegar um fato isolado (as 4 medalhas de ouro) e transformá-lo na derrota alemã das Olimpíadas, ou como derrota do sistema político governante à época, ocultando a informação do quadro de medalhas, que contraria completamente a versão contada pela imprensa mundial.Lamentável que um fato mentiroso, amplamente rebatido com documentos, persista em todos os noticiários e reportagens até os dias atuais.A trágica guerra só começaria em 1939, mas seus efeitos duram até hoje.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A partilha da África pelos europeus
A partilha da África
I guerra mundial - Guerra das trincheiras
Depois da batalha do Marne em Setembro de 1914, os alemães foram forçados a retirar até ao rio Aisne. O Comandante alemão, General Erich von Falkenhayn, decidiu que as suas tropas deviam permanecer a todo o custo nas zonas que ainda ocupavam entre a Bélgica e a França. Falkenhayn ordenou que os seus homens cavassem trincheiras que lhes dariam protecção contra o avanço das tropas francesas e inglesas. Os "aliados" rapidamente perceberam que não conseguiam ultrapassar esta linha e começaram também a cavar trincheiras.
Depois de alguns meses estas trincheiras cobriam já uma área que ia do Mar do Norte até à fronteira Suíça. Como os alemães foram os primeiros a usar esta táctica, puderam escolher os melhores locais para fazerem as trincheiras. Isto deu-lhes vantagem e obrigou os franceses e os ingleses a viverem em piores condições. Grande parte desta zona estava a menos de um metro acima do nível do mar, por isso, não raras vezes, os soldados começavam a cavar e encontravam água. Trincheiras inundadas ou enlameadas eram um problema constante para os soldados da Frente Ocidental.As trincheiras tinham habitualmente 2,30 metros de profundidade e 2 metros de largura. Nos parapeitos das trincheiras eram colocados sacos de areia (os "parados") para absorverem as balas e os estilhaços das bombas. Numa trincheira com esta profundidade não se conseguia espreitar, por isso, havia uma espécie de elevação no interior conhecida como "fire step".As trincheiras não eram construídas em linha recta. Muitas eram perpendiculares de forma a que se o inimigo conseguisse tomar uma parte da trincheira, estava sujeito ao fogo das de apoio e das perpendiculares.As trincheiras eram protegidas pelo arame farpado e por postos de metralhadora (muitos deles de espesso betão armado). Cavavam-se também trincheiras pela "terra de ninguém" dentro para ouvir o que se passava na posição inimiga ou para capturar soldados e depois interrogá-los.
A TERRA DE NINGUÉM
GÁS VENENOSO
Os gases venenosos eram conhecidos muito antes da 1ª Guerra Mundial, mas os oficiais do exército mostravam relutância em os utilizar por que os consideravam uma arma incivilizada. O exército francês foi o primeiro a utilizá-los, quando no primeiro mês de guerra dispararam granadas de gás lacrimejante contra os alemães.Em Outubro já os alemães disparavam bombas com gás irritante. Começaram por usar gás de cloro. Este gás destruía os órgãos respiratórios e provocava uma lenta morte por asfixia.Era importante ter em consideração as condições atmosféricas antes de lançar um ataque com gás. Quando o exército britânico lançou um ataque com gás em 25 de Setembro de 1915, o vento soprou contra o rosto das tropas britânicas mais avançadas provocando pesadas baixas... Este problema foi ultrapassado em 1916 quando se começou a utilizar a artilharia pesada para lançar bombas de gás a grande distância.Depois do primeiro ataque alemão com gás cloro, as tropas aliadas eram abastecidas com máscaras de almofadas de algodão que iam sendo embebidas em urina. Tinha sido descoberto que o amoníaco das almofadas de algodão neutralizava o veneno. Outros soldados preferiam usar luvas, meias e cintos de flanela embebidos numa solução de bicarbonato de soda atados à volta da boca e do nariz até que o gás desaparecesse. Somente em julho de 1915 é que foram dadas aos soldados máscaras de gás eficientes e respiradouros anti-asfixia.Uma das desvantagens do uso de gás cloro era que, ainda que provocasse a morte, esta só acontecia bastante tempo depois e, entretanto, o soldado continuava em condições de combater. Por esse motivo começou-se a usar fosgénio. Apenas uma pequena quantidade impossibilitava o soldado inimigo de continuar a combater e provocava a sua morte em 48 horas.O gás mostarda foi usado pela primeira vez pelo exército alemão em Setembro de 1917. O mais mortífero dos venenos usados na guerra quase não tinha cheiro e demorava apenas 12 horas a produzir efeito. Este gás era tão potente que apenas pequenas quantidades precisavam de ser adicionadas às bombas para produzir efeito. Uma vez depositado no solo, o gás mantinha-se activo durante várias semanas.Foi estimado que os alemães usaram 68 000 toneladas de gás contra os soldados aliados, mais do que o exército francês (36 000 toneladas) e o exército britânico (25 000 toneladas) juntos. Estima-se que 91 198 soldados morreram em resultado de ataques com gás e 1 200 000 foram hospitalizados. O exército russo foi o que mais sofreu com este tipo de guerra com cerca de 56 000 mortos.
